Globalização e infâncias
Dois fatos marcantes no final do século xx acarretaram a essa nova era, a era da globalização também conhecida por uma era de inteirações mundiais, o grande responsável por isso foi a televisão com os seus novos meios tecnológicos de informações, passou pela MTV chegando hoje às redes de internet.
Tal feito possibilitou o desenvolvimento de uma cultura jovem internacionalmente renovada distinta, unindo sociedades e culturas diferentes, formando e transformando conceitos, acolhendo culturas, desenvolvendo redes de amizades de informações, políticas e econômicas.
Uma nova reestruturação política foi o segundo fato marcante neste final de século, quando a China e em seguida a Rússia se dispõe a novos contatos econômicos internacionais.
Apesar do movimento de globalização parecer inevitável, tal processo teve sua adaptação questionados por jovens do ocidente e pacifico que preocupavam com impactos nas condições de trabalho e no meio ambiente, mesmo assim a idéia de globalização foi aceita com maior facilidade pelos jovens do que pelos adultos.
Em relação a expansão do consumismo global, a idéia é que embora agora houvesse um crescente alcance entre as organizações não governamentais e organizações internacionais as condições de trabalho de algumas crianças pioraram.
A mistura de raças, culturas expressavam sua criatividade também na área musical com exemplo os diferentes estilos musicais sendo aceito por essa nova sociedade assim como o reggae trazido das Índias Ocidentais ou o punk rock.
A possibilidade de conhecer outros países ou mesmo visitar familiares deixados em sua terra de origem tornou oportuna os jovens, com passagens relativamente mais baratas além de tantas outras facilidades formando um novo grupo de jovens os ¨biculturais¨.
O olhar para a infância deu-se devido à segunda guerra mundial e uma diversidades de grupos começam a distribuir auxílios as crianças , incluindo crianças de nações inimigas e a ajuda era significativa assim como os princípios envolvidos,
Já na década de 1920 a Organização internacional do trabalho, começou a aprovar resoluções contra o trabalho infantil até a idade de 15 anos.
Mas foi em 1989 que a convenção dos direitos humanos esboçou declarações formais sobre os direitos das crianças, as quais a grande maioria das nações concordou;
Teve como objetivo, o abuso, acesso á educação, liberdade a religião e expressão, além de outros.
Apesar do projeto das nações unidas trabalharem ativamente para promover o controle demográfico e difundir o conceito baseados na educação e criação das crianças houve muita tensão a esse respeito no mundo islâmico e da igreja católica.
A idéia das Nações Unidas era novidade para qualquer sociedade e o compromisso global estaria em promover direitos, como saúde, proteção das crianças e outros.
Isso veio e vem repercutindo muitas vezes positivamente, e países como os Emirados Árabes baniram o uso de crianças como jóqueis de camelos de corrida, que por tradição eram atados a esses enormes animais apesar de seu presente pânico.
Mas os Estados Unidos, ate 2005 ainda não havia adequado as normas das Nações Unidas e ainda submetiam o menor a pena capital.
Apesar de nos finais do século xx o aumento consistente da porcentagem de crianças que passaram a receber pelo menos alguma educação, uma campanha para conseguir a concordância global sobre a eliminação do trabalho infantil fracassou em 1974 e países como os Estados Unidos recusaram-se a assinar.
Além dos desacordos, muitas medidas políticas internacionais deixaram de alcançar seus objetivos porque os problemas eram severos demais ou porque regiões especificas, simplesmente ignoravam os princípios firmados e dessa forma o trabalho infantil aumentou no final do século xx no sul e sudeste da Ásia.
A globalização da economia fez crescer bastante a complexidade desse quadro e enquanto em a taxa de natalidade caiu numa visão geral, altas taxas ainda predominavam na África e Islâmicas, as multinacionais sediadas nos Estados Unidos, Europa Ocidental, e Orla do Pacifico encontravam ambiente bastante favorável para montar suas unidades a baixo custo de produção em países com Indonésia e Vietnã e corporações como GAP e NIKE economizam ate em materiais de segurança, além de exigir enormes jornadas de trabalho.
Também em conseqüência da globalização econômica, constitui uma crescente redução programas sócias, pensavam em uma economia de mercado livre, uma vez que os governos eram pressionados pela FMI (Fundo Monetário Internacional) a realizarem o menor número de programas sociais como condição de empréstimos para os desenvolvimentos.
Apesar dos padrões complexos em 2004, 88% das crianças de idade compatível, em todo o planeta, estavam na escola primaria.
É verdade que a globalização contribuiu para tornar mais duro o trabalho infantil principalmente em países com restrições econômicas, e muitas famílias miseráveis pressionadas por dividas muitas vezes vendiam seus filhos como mão de obra escrava, para o turismo sexual e ate mesmo para transplantes, sendo os jovens o alvo principal dessa realidade.
Por outro lado novos padrões de comportamentos foram criados, assim como a paixão pelo beisebol ou futebol, além de novas linguagens musicais, personagens da Disney e Barbie ou Pokémon colocaram agora as crianças no patamar de consumistas e em grande parte obesas.
* obs impressionante, a relação com as multinacionais NIKE, PUMA, MC DONALDS e outras*
O consumismo dos jovens não foi homogêneo, queira pela apreciação musical ou outros ramos culturais, e muitas foram às recusas de consumismo impostas pela sociedade globalizada, destacando um fato interessante que foi a tentativa de vender carrinhos de bebes as mães africanas, que se recusava alegando que desta forma perderiam o contato físico o qual beneficiava o desenvolvimento emocional De suas crianças.
O consumismo também afetou as concepções adultas da infância e suas responsabilidades como pais que passaram a acreditar em que fornecer objetos e divertimentos para seus filhos era parte vital de sua função.
Também foram poucas as instituições que envolviam crianças que puderam resistir ao consumismo global, salvo as localizadas em áreas de extrema pobreza, ou zonas rurais remotas.
Apesar de em 1968, muitos observadores sustentarem que a juventude iria substituir a classe operaria como fonte de agitação, a previsão se mostrou irreal e em 1973 reduziu o excesso de lotação das escolas, algumas reformas foram introduzias em programas de universidade e o consumismo tornou-se atraente para a maior parte dos jovens.
Muitos jovens apoiaram causas como direitos ambientais e circunstâncias distintas em diferentes graus de acontecimentos, dividiram a juventude mesmo compartilhando de influencias semelhantes, assim como para muitas crianças e adultos a globalização influenciou, mas não transcendeu as tradições locais da infância.
Aqui foram focados temas de crianças de sociedades distintas divididas pela globalização econômica, uma representada pela incapacidade de se suprirem e adicionando a sua realidade o trabalho e a exploração infantil e outras consumidoras vitais para sustentar esse sistema em particular.
As infâncias estão divididas por valores tais como: pela riqueza e pela miséria, pelo caos político ou relativa estabilidade, infâncias muitas vezes estimuladas pelos pais como expressão de orgulho, como as das crianças soldados, que se explodem suicidas.
Infâncias como na África aonde cercas cercam escolas para manter as crianças fora, pois a enxergam como uma chave transformadora de seu futuro e já nos Estados Unidos, cercas cercam crianças entediadas dentro das escolas para não fugirem, pois o que vêem esta instituição como uma escola de maus tratos, intimidações e sem significado futuro.
Todas essas questões envolvem não somente classes sociais, mas geografia e avaliar a infância na historia mundial abrange mais do que a característica complexidade local- global, requer também alguma avaliação qualitativa da experiência moderna, tanto para objetivos históricos quanto comparativos, aceitando que o que é moderno possa ser manipulado.
Juninha Magalhães